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29/08/2017 - 18:44

TCE quer saber como serviços não licitados vem sendo prestados em Magé e Itaguaí

 

A missão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) é fiscalizar e orientar a administração pública fluminense, na gestão responsável dos recursos públicos, em benefício da sociedade. E, por isso, a conselheira Marianna Montebello Willeman, na sessão desta terça-feira (29/08), pediu explicações para as prefeituras de Magé e Itaguaí sobre como estão sendo prestados os serviços de manutenção e de coleta de lixo que tiveram editais, respectivamente, adiado e revogado. Como os dois processos, que afetam diretamente a população de ambas as cidades, estão passando pelo plenário pela oitava vez, a conselheira determina que "diante da pendência de finalização do presente procedimento licitatório" os gestores expliquem como o serviço "vem sendo executado nesse intervalo de tempo".

 

No caso de Magé, trata-se da contratação de empresa para locação de máquinas, equipamentos e veículos pesados, com valor estimado em R$ 22.856.613,12. Marianna chama a atenção para "a delonga excessiva no desfecho das questões apuradas", ressaltando que a demora "afeta não apenas a atuação deste Tribunal de Contas, como o interesse público envolvido na contratação". O voto ainda alerta que o não atendimento satisfatório da decisão plenária, que determina uma série de alterações técnicas, poderá prejudicar o certame, gerando eventual responsabilização.

 

No município de Itaguaí o edital para a contratação de empresa especializada em coleta de lixo, no valor de R$ 12.332.899,56, foi revogado. A conselheira, então, determina que seja enviado ao Tribunal "o contrato decorrente do processo emergencial". Marianna ainda chama atenção para o fato de que o ex-prefeito da cidade Weslei Gonçalves Pereira ainda não efetuou pagamento de multa aplicada pelo TCE, em 13 de junho, referente a este processo.

 

Voto na íntegra